segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Resenha: O Sangue do Olimpo - de Rick Riordan

O Sangue do Olimpo
Os Heróis do Olimpo - Livro 5
Rick Riordan
Editora Intrínseca

Sinopse: Depois de enfrentarem as mais penosas missões, Percy Jackson e outros tripulantes do Argo II ainda precisam encarar a pior delas: chegar a Atenas a tempo de impedir que Gaia, a Mãe Terra, desperte. Neste último volume da série Os heróis do Olimpo, a Atena Partenos irá para oeste, enquanto Argo II seguirá para leste. Os deuses, ainda sofrendo com a dupla personalidade, não podem ajudar. Como os semideuses conseguirão vencer sozinhos um exército de gigantes e impedir uma guerra entre os acampamentos? A viagem para Atenas é perigosa, mas não há outra opção. Eles já sacrificaram muito para chegar aonde estão. E, se Gaia despertar, será o fim.
Resenha

Finalmente, ou não, chega o encerramento da série Os Heróis do Olimpo. O Sangue do Olimpo já inicia cheio de ação, Reyna, Nico e o treinado seguiram de volta para os Estados Unidos com a Atena Partenos enquanto os 7 semideuses da profecia seguem em direção de Atenas. Eles literalmente não tem tempo para descansar depois dos eventos ocorridos em A Casa de Hades e logo no primeiro capítulo a luta já começa. O caminho para Atenas está cheio de emboscadas feita por monstros e eles não conseguem ir muito longe sem cair em uma luta de vida ou morte. 

Perto da fonte de areia, Piper também havia sacado sua espada, a lâmina denteada de bronze celestial que ela roubara do Boreada Zetes. Ela golpeava e se defendia com a mão direita e de vez em quando atirava tomates da cornucópia com a esquerda, gritando para os pretendentes:
- Salvem-se! Eu sou perigosa demais!
Isso devia ser exatamente o que eles queriam ouvir, porque todos saíam correndo para logo depois pararem, confusos, alguns metros morro abaixo, e voltarem para a luta.

Enquanto isso Reyna e Nico não estão muito melhores. Existe um caçador na rastro deles e Nico está a cada dia mais fraco e impossibilitado de realizar saltos nas sombras. A cada salto, Nico corre o risco de se misturar as sombras. Reyna também está enfrentando demônios do seu passado e tentando o máximo possível concluir a missão com sucesso. A eminência da guerra entre gregos e romanos serve de combustível para ambos. Eles sabem que a tensão está aumentando e se a guerra acontecer os deuses ficarão mais divididos ainda, tornando impossível a missão de derrotar os gigantes e Gaia. Maldito Octavian!

- Ei, acorde. - Os olhos de Reyna se abriram lentamente. Gleeson Hedge estava debruçado sobre ela, sacudindo seu ombro. - Temos problemas.
O tom grave da voz dele fez o sangue de Reyna se agitar.
- O que houve? - Ela ergueu o corpo com dificuldade, colocando-se sentada. - Fantasmas? Monstros?
Hedge fechou a cara.
- Pior: turistas.

- Eles são muitos.
Reyna se perguntou com amargura quantas vezes tinha dito isso em sua carreira de semideusa. Seria mais fácil fazer um button com essa frase e usá-lo por aí. Quando morresse, estas palavras provavelmente estariam gravadas em sua lápide: Eles eram muitos.

Aquele era o destino de Reyna: morrer defendendo a estátua de uma deusa grega passivo-agressiva.

O grupo dos sete semideuses vão descobrindo cada vez mais sobre a profecia dos 7 e tentam ao máximo superar seus medos e se prepararem para a guerra que os aguarda a frente. Isso não será uma tarefa nada fácil, pois eles precisam desvendar dicas incompletas deixadas pelos poucos deuses que cruzam o caminho deles. O dia do despertar de Gaia se aproxima e só resta a eles seguirem em frente em direção ao local onde o sangue de semideuses deverá ser derramado.

Enfiado entre as camadas do casco que protegiam o encanamento e a fiação elétrica, Leo podia ficar sozinho com seus pensamentos. Quando batia a frustração, o que acontecia a cada cinco segundos mais ou menos, ele podia bater nas coisas com seu martelo, e os amigos iam achar que ele estava trabalhando, não tendo um acesso de raiva.

Percy estava comendo uma pilha enorme de panquecas azuis (qual o problema dele com comidas azuis?), enquanto Annabeth o repreendia por botar calda demais.
- Você vai afogá-las! - reclamou ela.
- Ei, eu sou filho de Poseidon - retrucou ele. - Não posso me afogar, nem minhas panquecas.

Como sempre, eu amei o livro, 5 estrelas e favorito. Gostei de ouvir narrações sob o ponto de vista de novos personagens, Reyna e Nico. E fiquei muito triste por não ter nenhum capítulo narrado pelo Percy, não me conformo com isso! Pelo menos pude contar com a narração do Leo, então não foi de todo mal. O tio Rick, como sempre, escreve de forma que te faz querer ler sem parar, quer dizer, até você perceber que faltam poucas páginas e entrar em pânico porque leu o livro muito rápido. Humor, drama, romance, lutas… tudo na medida certa, sem exageros. Mais uma estória repleta de mitologia que você irá devorar e aprender sem nem ao menos perceber. No momento estou com aquela ressaca literária básica, altamente deprimida pela série ter chegado ao fim.
Muita gente ficou reclamando da capa desse livro. Realmente, quando se compara com os outros, essa não é a capa mais bonita, mas ela também não é feia. Aconteceu algo muito engraçado comigo em relação essa capa, eu só consegui reparar em um detalhe dela após ter terminado de ler o livro e descobrir sobre a existência desse detalhe em questão.
Eu sempre vou manter a esperança que exista uma nova série, da última vez deu certo, talvez dessa vez  dê certo também! Eu necessito de outro livro!!!!

- Olhe, dona, nós não vamos começar os Jogos Vorazes aqui. Não vai rolar.

Classificação


Sobre o autor

Tio Rick Riordan nasceu em 1964, em San Antonio, Texas, Estados Unidos, onde mora com a mulher e dois filhos. Durante quinze anos ensinou inglês e história em escolas públicas e particulares de São Francisco. Além da série Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpo, inspiradas na mitologia greco-romana, Riordan assina a bem-sucedida série As crônicas dos Kane, que visita deuses e mitos do Egito Antigo, e publicou também a premiada série de mistério para adultos Tres Navarre.





domingo, 9 de novembro de 2014

Lançamento de "Breakable" no Rio de Janeiro



Oieeeee amores! tudo bom com vocês? tava com saudades! hahahahaha  Adivinha quem veio fazer uma visitinha aqui para os cariocas? huh? SIIIIIIM  Tammara Webber! a  mãe do Lucas <3 Fica pra saber como foi ! 



Eram exatamente 10:30 da manhã - sim eu sou louca - quando pus os pés dentro da livraria Saraiva, onde aconteceria as 19:30 a sessão de autógrafos da querida e linda Tammara Webber. Cheguei cedinho por trauma de outros eventos! Medo de não conseguir senha, de voltar sem minha foto e meus livros autografados mas deu tudo certo !
A cara das crianças a essa hr da manhã hahahahah

Assim que chegamos, eu e meu grupo de leitoras e maluquetes, já haviam cerca de 15 pessoas na nossa frente. Passamos o dia inteirinho lá, fofocando, rindo, fazendo danças malucas na frente de cada espelho do shopping ( não pera, isso foi só eu que fiz! hahahaha ) e com a mente tranquila porque teve senha para todo mundo sim, bebê! E olha, nem rolou drama dessa vez!

O bom de ir em eventos literários é que você sempre acaba conhecendo pelo menos, um terço da fila hahahaha é impressionante! E se você não conhece, faz novas amizades ! Fomos "Robert" em várias fotos ahahahaha Tammara tem um lugar especial no meu coração, porque essa mulher além de ser uma fofa, sempre me responde no twitter ! sempre! lembro que eu fui uma das pessoas que tinha perguntado quando ela viria ao Brasil e ela foi super simpática e me confirmou que era no lançamento de Breakable e aqui estamos! Não é incrível?!
Nessa ultima semana mencionei ela milhões de vezes - sim, sou chata :p - e em um dos tuites, disse que daria um abraço caloroso nela! Não é que ela lembrou? Ou pelo menos, fingiu que sim ahahahaha
clube do livroooo *0*


Quando foi minha vez fui com um sorriso gigante e logo dei o abraço nela! (se dizer que logo quando cheguei em casa, ela me respondeu no twitter dizendo que eu tinha conseguido dar um abraço caloroso como prometido *-----* ) e.... cobrei que o filho dela (Zack, que faz o audiobook tanto dos livros dela, quanto das amigas , como Colleen Hoover! acho digno) viesse na proxima visita e ela me deu uma risada e disse " Ele têm que vir!"
Foi incrível, Tammy é tão timida que é adorável ! O que ela não fala, ela escreve ! Se continuar assim, não me importo hahahahaha
ps : e o autógrafo que vem com frase amorzinho? <3

ps2 : essa mulher me mata! além de me responder no twitter, curti e comenta no instagram ! *morri*


Você que não conhece os livros da autora ( QUÊ?! COMO ASSIM, PRODUÇÃO?! CORRE QUE VOCÊ NÃO VAI SE ARREPENDER!) segue embaixo pra você dar uma conferida ;)

Easy - Tammara Webber

Quando Jacqueline segue o namorado de longa data para a faculdade que ele escolheu, a última coisa que ela espera é levar um fora no segundo ano. Depois de duas semanas em estado de choque, ela acorda para sua nova realidade: ela está solteira, frequentando uma universidade que nunca quis, ignorada por seu antigo círculo de amigos e, pela primeira vez na vida, quase repetindo em uma matéria. Ao sair de uma festa sozinha, Jacqueline é atacada por um colega de seu ex. Salva por um cara lindo e misterioso que parece estar no lugar certo na hora certa, ela só quer esquecer aquela noite — mas Lucas, o cara que a ajudou, agora parece estar em todos os lugares. A atração entre eles é intensa. No entanto, os segredos que Lucas esconde ameaçam separá-los. Mas eles vão ter de descobrir que somente juntos podem lutar contra a dor e a culpa, enfrentar a verdade — e encontrar o poder inesperado do amor.

 
Breakable - Tammara Webber

Landon Lucas Maxfield teve uma infância privilegiada, levando uma vida tranquila com os pais e tendo um futuro promissor à sua frente até que uma tragédia impensável destruiu sua família e o fez duvidar de tudo que um dia pareceu tão certo. Agora um intenso e enigmático homem, Lucas só quer deixar o passado para trás. Quando ele conheceu Jacqueline, foi fácil desejar ser tudo aquilo de que ela precisava. Mas se há uma coisa que a vida lhe ensinou é que a alma é frágil e que todos os seus sonhos podem ser destruídos em um piscar de olhos

XOXO 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Resenha: Perdido em Marte - de Andy Weir

Perdido em Marte
Andy Weir
Editora Arqueiro


Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho.
Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate.
Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência.
Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.
Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.
Resenha
"Estou ferrado.Essa é a minha opinião abalizada.Ferrado.Seis dias após o início daqueles que deveriam ser os dois meses mais importantes da minha vida, tudo se tornou um pesadelo."
Quando a nossa parceira Arqueiro disponibilizou esse livro para a resenha, a primeira coisa que me chamou atenção foi o nome e é claro a capa linda de morrer. Então fui ler a sinopse e depois que acabei pensei: wow, Náufrago com um quê de Apollo 13, eu preciso desse livro! Após começar a ler o livro eu troquei os meus parâmetros de comparação para Náufrago com MacGyver!
Em Perdido em Marte o astronauta Mark Watney, um botânico e engenheiro, fica preso em Marte após um acidente bizarro durante uma tempestade de areia. Todo o restante da tripulação de sua missão consegue sair do planeta em segurança e seguir em direção à Terra. Para a infelicidade de Mark, todo mundo, literalmente o planeta Terra inteiro, pensa que ele morreu após esse acidente.

Foi uma sequência ridícula de acontecimentos que quase me fez morrer, e uma sequência ainda mais ridícula que me fez sobreviver.

A situação de Mark é realmente desesperadora, a próxima missão tripulada à Marte demorará anos, ele não tem como se comunicar com a Terra para avisar que está vivo, não tem uma oficina disponível com peças sobressalentes em caso de defeito da aparelhagem que o mantém vivo, e o mais importante, a comida dele não irá durar tanto tempo. Ele precisa pensar em uma forma de sobreviver anos em Marte, e é aí que entrar a parte McGyver da estória! O cara é o mestre do improviso, acho inclusive que ele poderia ensinar um truque ou dois ao McGyver! Tudo que ele tem são opções limitadas de recursos e de entretenimento.

Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes nem com a Terra. Todos acham que estou morto. Estou em um Hab projetado para durar 31 dias.
Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede. Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo de fome.
Então, é isso mesmo. Estou ferrado.

É realmente impressionante a quantidade de gabiarras que ele vai fazendo ao longo do livro. A cada vez que Marte tenta matá-lo (planetinho desagradável), ele vai e dá um jeito de sobreviver (chupa essa Marte!). E a melhor parte é o humor dele até nos momentos mais críticos, ele perde a vida mas não perde a piada. Mark percebe rapidamente que duas coisas são vitais para sua sobrevivência: conseguir aumentar a quantidade de alimento e conseguir se comunicar com a Terra. Para sua sorte, ele é um botânico e engenheiro, então ele precisa colocar todos os seus conhecimentos aplicáveis na Terra em prática em Marte, com algumas adaptações é claro, em uma verdadeira corrida contra o tempo.

Também tenho fita adesiva. Das comuns, igual à que você compra em uma loja de ferragens. Nem mesmo a Nasa consegue aprimorar as fitas adesivas.

Ahh.. as maravilhas da silver tape. A maior invenção de todos os tempos… e é claro que ela é vital em qualquer situação de risco extremo.

Sim, é claro que fita adesiva funciona em um ambiente de quase vácuo. Funciona em qualquer lugar. Fita adesiva é algo mágico e deve ser reverenciada.

Quando comecei a ler o livro eu pensei que ele seria um 4 estrelas, mas ele foi crescendo a cada página e depois de pouco tempo se transformou em um 5 estrelas e acabou na minha lista de favoritos. O livro é recheado de dados científicos e por isso no início pode parecer que ele será cansativo. Mas acaba que depois de um tempo você já foi absorvido pela siglas e linguagens e a leitura flui cada vez melhor. A narração do Mark é baseada no diário de bordo dele e nesses momentos a narração do livro é em primeira pessoa. Como já disse, o Mark adora fazer piadas, então a narrativa tem muito humor. A coisa boa sobre a parte científica do livro é que ela é real, não é invenção do livro, ao menos é o que dizem os especialistas… 
Depois de poucas páginas a estória do livro te prende e você começa a querer a lê-lo sem parar (ou como a Dani disse, se perder em Marte), conforme você vai se aproximando do fim, você basicamente vira um anti-social que ameaça qualquer um que te atrapalhe a ler.
A cada página virada eu conseguia visualizar um filme, tamanha precisão da narrativa. E a cada vez mais eu desejava por um. Então imaginem a minha felicidade ao terminar de ler e ir na orelha (sim, eu só leio a orelha quando termino o livro, trauma de spoiler) e descobrir que sim, irá virar um filme. Um filme do Ridley Scott para ser mais precisa! Vou dormir muito feliz essa noite!
Agora vamos falar um pouco da capa desse livro, porque é inevitável. A capa é maravilhosa!!! Para quem ainda não viu e tocou, a capa feita daquele material que parece meio aveludado, linda de morrer (agora estou sendo repetitiva, mas não consigo evitar!). Obrigada Arqueiro por essa capa! Por sinal também quero agradecer a Arqueiro pelo botton e marcador lindos!
Acho que nem preciso dizer que recomendo o livro, não é mesmo? E que venha o filme (o mais rápido possível PELOAMORDEDEUS)!

Acho que vou acabar pensando em algo. Ou vou morrer.
Muito mais importante é que não consigo admitir a substituição de Chrissy por Cindy. Um é pouco, dois é bom, três é demais talvez nunca mais seja o mesmo depois desse fiasco. Só o tempo dirá.

Classificação


Sobre o autor

Andy Weir foi contratado como programador de um laboratório aos 15 anos e desde então trabalha como engenheiro de softwares. Sempre foi um nerd em relação ao espaço e amante de assuntos como física relativista, mecânica orbital e a história de voos espaciais tripulados. Perdido em Marte é o seu primeiro livro.






quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Resenha: Christine Hurley Deriso - Então, conheci minha irmã - A morte as separou, um diário as uniu

Christine Hurley Deriso - 
Então, conheci minha irmã
Editora Gutenberg

Sinopse: 

Summer Stetson não conheceu sua irmã. Sua mãe engravidou dela assim que Shannon morreu, aos 17 anos, em um terrível acidente de carro, que se chocou com uma árvore. Ao longo de sua vida, Summer acostumou-se a assistir seus pais repetirem o quanto a irmã era perfeita, amada e boa filha, e por isso sempre acreditou que fosse uma decepção para eles. Ao fazer 17 anos, recebe da tia de presente o diário que Shannon escrevia até o dia de sua morte. Ao ler aquelas páginas para saber mais sobre a irmã, acaba descobrindo alguns segredos, e a cada revelação, sobre a família e sobre si mesma, entende que a verdade pode ser, por vezes, dolorosa, mas nunca deixará de ser libertadora. 



Resenha

Esse livro me chamou atenção pela capa simples porém encantadora, o título se trata de um assunto que particularmente toca no meu coração, não pensei duas vezes, comprei e ele logo passou na frente das outras leituras.

A trama é narrada em primeira pessoa por Summer, uma jovem de 17 anos, que no dia de seu aniversário recebe da tia o diário da sua falecida irmã, a qual ela não chegou a conhecer, pois sua morte foi antes de seu nascimento. Tudo que Summer sabe sobre sua irmã é que ela era perfeita em tudo, melhor aluna, filha exemplar, seus pais deixam exposto por toda casa seus troféus e certificados, mas nunca falam muito sobre a vida dela. Para Summer, sua irmã é uma estranha.
“É triste que ela tenha morrido. Por outro lado, se ela não tivesse morrido eu não teria nascido, portanto não estaria aqui falando com você sobre como não se pode sentir saudades de alguém que nunca se conheceu.”
“-É assustador demais nascer com uma função.”“A irmã dela. Estranho, sempre pensei em Shannon como a minha irmã (a história da minha vida), mas jamais pensei em mim como a irmã dela.”
Summer não é nenhum pouco uma aluna exemplar e se sente inferior a sua irmã, ela pensa que esse é o motivo de sua mãe cobrar tanto a perfeição da parte dela.
“O que é irônico, pois, até onde sei, tudo que Shannon fez foi pensar no futuro. E acabou sem ter um.”
“Não saber não faz com que a coisa inexista. Se há algo a descobrir, você precisa saber.”
Summer não sabe se está prepara para entrar na intimidade de sua irmã, e fica muito indecisa quanto a ler ou não o diário, até que seu amigo Gibs a encoraja a ler e quando ela folheia as folhas do diário ela lê algo muito particular e preocupante sobre sua irmã e ela não resiste e resolve conhecer quem de fato era sua irmã.
“Quanto mais me aproximo da Shannon verdadeira, mais me afasto da personagem fascinante com quem convivi toda a minha vida.”
Ao começar a ler o diário desde o início Summer descobre que sua irmã não era tão perfeita quanto ela é pintada por sua família, e ela além de conhecer a fundo a sua irmã, também irá conhecer melhor seus próprios pais.
“Engulo o nó, balanço a cabeça com impaciência, e continuo virando as páginas do diário.”“Não sei se há como recuar. Estou presa em uma montanha-russa, o passeio já começou, e o vagão está começando a subir. Estou aterrorizada para chegar no topo e começar a descer. Mas não há como voltar.”
Minhas Impressões

O livro me ganhou desde a primeira página, a história tem um pouco de drama, comédia e romance, misturados na medida certa. A Summer é muito sarcástica e me fez dar muitas gargalhadas, isso me surpreendeu pois achei que este seria um livro para chorar apenas.

Como eu disse tem romance também e é bem fofo, embora não seja o foco da trama, o romance tem seu merecido destaque.

Quanto ao drama eu estava esperando algo mais forte, não que não tenha emocionado, emocionou bastante, mas estava esperando que o mistério envolvido na trama tivesse um motivo um pouco mais trágico, mas confesso que também estava com medo que as minhas teorias se concretizassem.

Em um balanço geral, o livro foi ótimo, me provocou inúmeras sensações durante a leitura e eu recomendo muito para todos.

Classificação



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Resenha: Primavera de Cores - de Adriana Brazil


Havia me acalmado e esquecido da experiencia que vivi ao ler o livro Inverno de Cinzas da série “Foi assim que te amei”, fiquei em prantos ao ser arrebatada por Adriana Brazil para um mundo particularmente meu, uma vida adormecida e esquecida num passado amargo e sem final, pois ainda o escrevo a cada amanhecer.

Comprei Primavera de Cores antes do lançamento pois minha ansiedade por lê-lo dominava meu ser. O terceiro volume da série escrito por Adriana Brazil, nossa miss simpatia, e publicado pela parceira Editora Novo Século veio para acalmar meu coração e ao encerrar a leitura, senti uma deliciosa e nostálgica paz em minha alma.

Ps. Se você não leu Inverno de Cinzas, livro 2, cuidado porque tem spoiler.

Primavera de Cores
Foi assim que te amei Vol.3
Adriana Brazil
Novo Século

A Primavera chega a Florianópolis e com ela vários acontecimentos que irão marcar para sempre a estação das flores. Um clima de mistério envolve Helen e seu futuro. Um sonho tenebroso encontra seu repouso da noite e trará muito mais que um descortinar de acontecimentos vindouros, mas a revelação do seu próprio destino. Enquanto Helen firma sua esperança nas promessas de um sonho, ela passa a ser perseguida por dramas que acometerão não apenas sua trajetória, como também a das pessoas mais importantes de sua vida. A estação será marcada por suspense, romance e emoção. Uma tocante história com uma lição inesquecível sobre o perdão, a liberdade, o valor das amizades e o poder do amor.

Resenha:

Após a tempestade, vem a bonança, assim diz o ditado popular. É fato, que não estamos livres das tempestades que vem e vai ora de forma violenta e duradoura, ora breve e passageira. Não estamos livres dos percalços da vida, mas temos que aprender vivê-los com paciência e sabedoria. E quando a época de calmaria acontece, nem lembramos que um dia caímos e choramos por algo que nos saia do controle, e se lembramos, tiramos o melhor dessa experiencia, aprendemos e repassamos para o próximo.

Foi assim com Helen e Andrew, viveram ao mesmo tempo suas tempestades, cada um a sua maneira, um longe do outro. Somente quando se reencontraram, estabeleceram a rota certa para seus corações, juntos encontraram a calmaria para suas vidas e juntos decidiram enfrentar o amor incondicional e verdadeiro que sentiam um pelo outro. E o inverno passou...

Ansiedade e empolgação sentimentos que contagiavam não só o jovem casal, mas todos em sua volta. Andrew e Helen tinham muitos planos para seu futuro, Andrew voltaria para a faculdade e se dedicaria na sua carreira no teatro e Helen estava nas alturas de tanta felicidade por saber que muito breve estaria construindo a sua própria família com o amor de sua vida.
Ela ia enfrentar mais um grande passo em sua vida, talvez a mais importante decisão e também a mais difícil, por se tratar de transformar seu cotidiano e viver como um só. Sim, um sonho que iria se realizar, unir-se ao seu amado, ser e fazê-lo feliz.

Só que, até em outras estações temos dias chuvosos, nada é perfeito, algumas nuvens carregadas querem arrasar com o jardim de sonhos de Helen, será que ela realmente aprendeu alguma coisa com suas quedas? Se deixará ser influenciada por pessoas invejosas e má intencionadas? Estragará seu futuro e felicidade por sentimentos de insegurança e ciúmes? Quer saber? LEIA! 

Impressões:

Já estava preparada, sabia bem o que viria sentir durante a leitura Primavera de Cores, mas mesmo preparada a sensação é sempre renovadora, a emoção que sinto sempre que leio as obras de Adriana Brazil são únicas, essa é a mágica de uma excelente autora, sua marca é nos fazer suspirar. Ela me deu uma nova rasteira emocional logo no inicio do livro, não tive como me segurar, novas lágrimas tendem a sair sem parar. 

Foi assim que iniciei o livro, chorando emocionada. 

Estava com uma imensa saudades do casal Helen e Andrew, os considero exemplo de amor puro e verdadeiro. Eles passaram nos dois primeiros volumes por provas de amor, perseverança e de confiança em Deus e para quem acompanhou os dois volumes, não tem como negar o quão amadurecidos estavam neste novo livro. O Amor entre eles e seus amigos foi essencial para o casal, ou os casais que se formavam e desse sentimento tão benigno encontraram motivos para prosseguir, sem olhar para trás porque eles se bastavam, eles se completavam e unificavam.

Houve momentos de deslises, de declínio, mas isso tudo faz parte das armadilhas que a vida nos prega. Ambos sucumbiram a tristeza por algo que consumia a alma e ambos aprenderam que "O Momento de Deus não é o nosso momento" esperar e perseverar é a chave mestra para a porta chamada vitória. Nunca uma frase se encaixou tão perfeitamente numa historia como a frase que abriu essa resenha: "Após a tempestade vem a bonança."

Em Primavera de Cores, a vida do nosso casal predileto está como o título do livro, colorido e em total harmonia. O que não estava colorido era a insatisfação de pessoas que não queria essa união. (Já volto aqui)

Agora encontramos um Andrew forte, cheio de planos, feliz e renovado. Ele é a prova viva de que milagres acontecem para todos que realmente acreditam. Andrew encontrara a fé em Deus,  não existia mais obstáculos entre ele e o Criador. Mudou todo o conceito de que não existia esperança nas pequenas coisas que a vida nos oferece, isso tudo graças ao apoio que encontrou em pessoas amadas, que apostaram nele e tiveram fé no mesmo Deus que ele acabara de conhecer. É verdade que é sempre mais fácil derrubarmos as barreiras quando temos ajuda de familiares e amigos. Andrew tinha seus amigos Richard e Alan, tinha sua amada Helen e sua família, tinha todos em sua volta porque assim Deus quis. Após tantas tribulações, uma benção ele recebe e o milagre se concretiza...

Já Helen, recebe uma proposta irrecusável, seus sonhos iriam se realizar. Ela vivia a melhor fase de sua vida, estava rodeada de bons amigos, tinha uma família abençoada e o príncipe encantado ao seu lado. Felicidade maior não poderia existir.

Adriana intensifica o quão é importante termos fé, acreditar no O.O.O. "Onipotente, Onisciente e Onipresente", temos provas de que uma vida é menos turbulenta se temos essa comunhão com Ele. Não estamos livres das dificuldades, mas estamos preparados para enfrentá-los sem sentir tanto o baque.

Mas, Helen mais uma vez é testada, mais uma vez passa por situações que pra mim considero cotidianas. Sempre escuto essas histórias desagradáveis de pessoas invejosas destruidoras de lares que querem acabar com a felicidade do outrem. Elas não são felizes com a felicidade alheia, e o pior, elas não desistem, vão até o fim com seus propósitos, até ver um lar, um relacionamento virar ruínas, muitas vezes por orgulho ferido, prazer ou simplesmente despeito.

O casal terá que passar por mais esse obstáculo e Helen terá que ser forte e sábia. Mais uma vez digo que estar sozinhos e entregar a mente as próprias incertezas não é o melhor a fazer, Helen tem seus inseparáveis amigos Richard, Alan, Evelyn, Sarah e Diego, pessoas que a ama e vão dar todo o suporte nos momentos críticos. Além desse problema, acontece mais um fato chato na história que me deixou um tanto arrasada. Chorei novamente, senti o chão sumir, mas me mantive esperançosa até o fim, e conclui que "a fé remove montanhas..."

Andrew não é só um príncipe encantado, ele é a rocha que a sustenta com firmeza o relacionamento pra não se esvair, usa com sabedoria as palavras certas e é provido de amor indescritível, intenso e verdadeiro, a ponto de nos encantar e emocionar. Eu até entendo as "Invejosas" ele é o sonho de toda mulher. rsrs

A autora resolveu dar um foco maior nos outros personagens, envolvemos-nos mais com a historia de cada um deles e nos tornamos mais "íntimos", foi adorável essa experiencia. Ela conduziu com maestria  o destino de cada personagem, tivemos uma montanha russa de emoções, que oscilava entre a alegria, tristeza, ansiedade e raiva, aleatoriamente e diversas vezes!

Alan, foi quem me causou mais impacto nesse livro, a alegria em pessoa, um amigo de ouro, que toma as dores de quem ama, enfrenta mil inimigos em nome da amizade... sim, ele me tirou o folego dessa vez, quando algo inevitável aconteceu. Quis chorar, tah! Chorei!

Perfeito! Perfeitíssimo! Adriana Brazil continua abençoada, tendo a ajuda divina em suas inspirações, sua escrita é sublime e transluzente.
É um livro cheio de aprendizado, de memoráveis ensinamentos, reflexões e muito romance para se apaixonar e amar. E com um desfecho estupendo, de arrepiar! Roí as unhas com o epílogo, Adriana não satisfeita com as emoções vividas por nós pobres leitores, deixa uma palhinha da bomba que irá explodir no ultimo volume "Verão de conquistas", Maldade Dri! Teremos que esperar um ano pra quebrar a cara de "Alguém"?

EU AMOOOOOOOOOO DEMAIS ESSA SÉRIE! 
Falei, pronto.

Indicado, amado e recomendado para todas as pessoas em busca de fortes emoções.

Boa leitura!














domingo, 2 de novembro de 2014

Resenha: O Senhor dos Anéis - de J.R.R. Tolkien


O Senhor dos Anéis
J.R.R. Tolkien
Editora Martins Fontes

Sinopse: O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings) é um romance de fantasia criado pelo escritor, professor e filólogo britânico J.R.R. Tolkien. A história começa como seqüência de um livro anterior de Tolkien, O Hobbit (The Hobbit), e logo se desenvolve numa história muito maior. Foi escrito entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial. Embora Tolkien tenha planejado realizá-lo em volume único, foi originalmente publicado em três volumes entre 1954 e 1955, e foi assim, em três volumes, que se tornou popular. Desde então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX.

Resenha

Em setembro de 2014 eu recebi a missão de fazer a resenha de O Senhor dos Anéis por esse ser o meu livro favorito. Sob muitos aspectos isso torna a resenha mais fácil, mas sob outros, mais difícil. Então vou começar essa resenha com a melhor citação já dita sobre a trilogia, pelo The Sunday Times:

O mundo está dividido entre aqueles que já leram O Hobbit e O Senhor dos Anéis e aqueles que ainda não leram.

Pode parecer um exagero, não? Mas você não dirá isso após terminar de ler.

O mundo de O Senhor dos Anéis - A Terra Média

Uma dúvida comum entre aqueles que querem ler a trilogia é que se é necessário ou não ler O Hobbit antes. Então, não é necessário, você consegue entender perfeitamente a estória, mas se você o ler anteriormente, você verá o mundo do Senhor dos Anéis com outros olhos. Você enxergará pequenos detalhes que passariam batidos e terá menos dificuldades em se localizar nos cenários, ele te prepara para a trilogia e te apresenta personagens que você irá reencontrar no outro livro. E é claro, ele desencadeia todo um processo que culminará na jornada da trilogia. 
O Senhor dos Anéis é um livro complexo, ele não conta somente uma estória, ele tem história. É isso mesmo, o mundo do livro tem história. Na verdade ele tem eras de histórias, de raças, de guerras, de línguas, etc. Um novo universo, e esse universo é completo até os mínimos detalhes. Você não precisa saber todos esses detalhes, deixe isso para os viciados caso não deseje se aprofundar demais. Mas você sente durante todo o livro que essa história está lá, caso um dia resolva descobrir. Diversos escritores se inspiram até hoje no universo da trilogia para escrever seus próprios mundos mágicos. Dentre eles temos J.K Rowling, autora de Harry Potter. Se você já leu HP, você irá rapidamente perceber algumas similaridades, mas essa é minha opinião. Segundo sua biografia não oficial, SdA seria o seu livro favorito e ela sempre poderia ser vista andando com um exemplar debaixo do braço na época que ainda estava na faculdade, mas a própria autora certa vez disse:
"Penso que, se deixarmos de lado o fato de que os livros falam de dragões, varinhas mágicas e magos, os livros de Harry Potter são muito diferentes, especialmente no tom. Tolkien criou toda uma mitologia. Não penso que alguém possa dizer que eu tenha feito isso."
Ao meu ver, ela não fez um mundo do nível do de Tolkien, mas consigo identificar vários seres bem parecidos… bem, leiam O Senhor dos Anéis e cheguem as suas próprias conclusões….
Não é nossa função controlar todas as marés do mundo, mas sim fazer o que pudermos para socorrer os tempos em que estamos inseridos, erradicando o mal dos campos que conhecemos, para que aqueles que viverem depois tenham terra limpa para cultivar. Que tempo encontrarão não é nossa função determinar.
A Jornada, com letra maiúscula

O Senhor dos Anéis é chamado de livro épico, e isso é devido ao fato dele ser épico!!! (viu? é isso que acontece quando se resenha o seu livro favorito…). Segundo definição, épico é algo memorável, extraordinário. Quando aplicado a literatura, geralmente descreve sagas complexas, jornadas e narram atos heróicos. O que praticamente é o resumo da trilogia.

Mas, vamos parar com o blá blá blá e definições e vamos ao que interessa.

O Senhor dos Anéis narra a jornada épica (desculpa, não resisti) de Frodo Bolseiro, um hobbit. Hobbit é uma das diversas raças que existem no universo de SdA, eles são seres de baixa estatura, pés peludos, pacíficos e que amam festas, música, danças e cerveja e que vivem em um lugar chamado O Condado. Frodo sempre foi um típico hobbit, exceto pelo fato de ser órfão e viver com o seu tio Bilbo Bolseiro (O hobbit do livro O Hobbit).
A estória se inicia com a festa do setuagésimo décimo primeiro aniversário do Bilbo (repita isso rápido!). Tudo indicava que seria uma festa épica (ok, agora eu parei), com centenas de convidados, com comida e cerveja em abundância. Até mesmo o mago Gandalf, o Cinzento, apareceu com os seus incríveis fogos de artifício. E realmente a festa foi inesquecível, principalmente porque o Bilbo não resiste e pratica uma última brincadeira antes de ir embora. Isso mesmo, ir embora. Após a festa, Bilbo vai embora do Condado para partir em uma aventura e deixa todos os seus bens para o Frodo, incluindo um estranho Anel. Mais estranho ainda é a reação do Gandalf ao ver esse anel.
O que Frodo não sabia naquele momento é que aquele não era um simples anel, ele era O Anel. O Anel do poder, que um dia pertenceu a Sauron e que há muito tempo foi perdido depois da queda do Senhor do Escuro. 

- Não consigo ler as letras de fogo - disse Frodo numa voz trêmula.
- Não - disse Gandalf - , mas eu consigo. Essas letras são élfico, de uma modalidade arcaica, mas a língua é de Mordor, a qual não vou pronunciar aqui. Mas isto em Língua Comum quer dizer, aproximadamente:
Um Anel para a todos governar, Um Anel para encontrá-los,
Um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los
(…) - Este é o Anel-Mestre, o Um Anel para a todos governar. Este é o Um Anel que ele perdeu há muito tempo, o que causou um grande enfraquecimento de seu poder. Ele o deseja muito - mas não deve obtê-lo.
Agora cabe ao Frodo levar esse objeto tão perigoso e desejado até os elfos. Mas pelo menos ele não partirá sozinho, com ele irão Sam (seu jardineiro e melhor amigo), Pippin e Merry, todos os três também são hobbits. E nenhum deles, incluindo Frodo, nunca foi muito além dos limites de seu amado Condado, afinal o mundo é muito grande para um pequeno hobbit.
Você deve estar pensando… um anel, sério? Acredite, será mais assustador do parece quando você perceber que o anel em questão tem vontade própria e deseja voltar para o seu mestre. Isso sem contar que ele é especialista em corromper as mentes e corações dos homens e que todas as criaturas das trevas, e algumas não tão das trevas, conseguem senti-lo. E que simplesmente TODOS desejam o seu poder e que fazem qualquer coisa para obtê-lo.
Muitas vezes a verdade se esconde nas mentiras

Enquanto isso as forças das trevas começam a ser reerguer em Mordor, lar do Senhor do Escuro e onde fica a Montanha da Perdição, lugar onde foi forjado o Um Anel e único lugar onde ele pode ser destruído. Há um tempo atrás a Montanha da Perdição entrou em erupção e interrompeu todos os vôos da Europa…. brincadeirinha. Não entendeu? Depois veja as fotos nesse link: http://astropt.org/blog/2010/04/20/eyjafjallajokull-em-50-imagens-fabulosas/

Não jure que caminhará no escuro aquele que não viu o cair da noite.

Ao que tudo indica a Terceira Era está chegando ao fim e uma grande guerra irá começar. Criaturas das trevas estão andando livremente pela Terra Média, orcs, trolls, os temíveis Nazgul, dentre muitos e muitos outros.

A guerra deve acontecer, enquanto estivermos defendendo nossas vidas contra um destruidor que poderia devorar tudo; mas não amo a espada brilhante por sua agudeza, nem a flecha por sua rapidez, nem o guerreiro por sua glória. Só amo aquilo que eles defendem.

A jornada do Frodo não será nada fácil, mas ao longo de tanto sofrimento, dor, ódio e morte, ele poderá contar com os seus amigos, novos e antigos. Eles emprestarão suas forças para ele, para que o Um Anel possa ser destruído e com ele o seu Senhor, pois enquanto o Um Anel existir, Sauron não pode ser derrotado. Para isso as raças devem se unir: homens, elfos, anões, hobbits, dentre outros.
O SdA possui personagens memoráveis, quando você terminar de ler a última passagem do apêndice, você não estará apenas terminando um livro. Você sem dúvidas sentirá saudades dos personagens como se fossem velhos amigos seus. E talvez seja por isso que as pessoas relêem esse livro, mesmo sendo grande. Mesmo que você nunca tenha lido ou visto os filmes, você conhece personagens do livro, como por exemplo o Gollum (my precious).

Muitos que vivem merecem morrer. Alguns que morrem merecem viver. Você pode lhes dar a vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém a morte, pois mesmo os mais sábios não podem ver os dois lados.

Os livros

A trilogia foi escrita para ser um único livro, mas acabou sendo publicado em três devido ao tamanho:

- A Sociedade do Anel
- As Duas Torres
- O Retorno do Rei

Eu gosto de dizer que A Sociedade do Anel é a introdução, conheça o mundo, os personagens, os problemas, a missão e lute um pouco. As Duas Torres é ação, é guerra, é hora de matar orcs e lutar pela sobrevivência. O Retorno do Rei é o encerramento, é a última batalha, é A Batalha, é a hora de descobrir quem vence.

Só é necessário um inimigo para preparar uma guerra, e não dois, (…) e aqueles que não têm espadas ainda podem morrer por meio delas.

A narrativa da estória é detalhista, principalmente ao que se refere a objetos, tradições, plantas, etc. que não existem no nosso mundo. Tolkien quer nos transportar para a Terra Média e ele consegue. Muitos consideram SdA uma leitura cansativa justamente por esses detalhes, mas acredite, após algum tempo lendo, esses detalhes serão absorvidos por você automaticamente. E são eles que farão você perder o fôlego, te farão ter medo nos momentos mais críticos. As melhores partes, ao meu ver, são as descrições das batalhas, são verdadeiramente UOW! Você quase se sente lá, no campo de batalha matando os malditos orcs! Mentira, não tem nada de quase, eu me sinto complemente dentro do livro matando orcs, só estava tentando parecer normal.
Os mapas que vem no livro também te ajudam a se situar, mas depois de um tempo você nem precisará consultá-lo, você conhecerá a Terra Média como a palma da sua mão.
Outra justificativa das pessoas que abandonam o livro são as canções. Sinceramente, eu acho um exagero. Elas dão um clima, nos transmitem sentimentos em diferentes situações. Sem contar que após o primeiro livro nem há tantas delas. Então o meu aviso é, começou a ler A Sociedade do Anel e está achando chato ou parado? Aguarde e persista. Acredite, vale a pena. Durante muito tempo esse foi o segundo livro mais vendido do mundo, perdendo apenas para a bíblia, e é considerado por muitos a maior obra da século 20. Você não acha que ele conseguiu isso atoa, certo? Você não irá se arrepender.

Você pode encontrar as coisas que perdeu, mas nunca as que abandonou.

Curiosidades

A Terra Média na verdade seria o nosso próprio mundo, na Europa, e estima-se que a Terceira Era tenha terminado 600 mil anos antes do nosso tempo. Muitas partes desse livro foram escritas durante a Segunda Guerra Mundial. Além d' O Hobbit e d' O Senhor dos Anéis, existem outros diversos livros do Tolkien que descrevem outros períodos e histórias da Terra Média.
O Hobbit foi originalmente publicado como livro infantil, e até a publicação do SdA o anel não tinha nenhuma grande importância, era apenas mais um anel mágico. Após O Senhor dos Anéis as novas edições de O Hobbit já continham a escrita do Um Anel em letra maiúscula. Quando O Senhor dos Anéis foi publicado pela primeira vez, ele também era considerado um livro infantil, por ser uma continuação de O Hobbit. Um livro infantil de 1200 páginas de letras pequenas.
Já foram publicadas diversas edições da trilogia, sejam edições completas ou separadas. Uma mais linda do que a outra. Muito mais do que o meu salário me permite compra… sniff.

Muitas vezes precisa ser assim (…) quando as coisas correm perigo: alguém tem de desistir delas, perdê-las, para que outros possam tê-las.
Sobre o autor


John Ronald Reuel Tolkien, conhecido como J.R.R Tolkien, também conhecido como meu escritor favorito, nasceu em 3 de janeiro de 1892 em Bloemfontein, na República do Estado Livre de Orange, na atual África do Sul, e, aos três anos de idade, com a sua mãe e irmão, passou a viver em Inglaterra, terra natal de seus pais, tendo naturalizado-se britânico. Ele faleceu em 2 de setembro de 1973, aos 81 anos. Tolkien e Lewis foram grandes amigos durante décadas, até a morte de Lewis (em 1963, aos 64 anos, quase dez anos antes da morte do próprio Tolkien), e essa amizade foi explorada no livro O Dom da Amizade: Tolkien e C. S. Lewis. De fato, O Senhor dos Anéis provavelmente não existiria sem os conselhos e o incentivo de Lewis, que aliás foi o primeiro a ouvir a história, e Tolkien jamais deixou de admirar a grande inteligência e criatividade de Lewis, e vice-versa.