A Rainha Normanda
Autora: Patricia Bracewell
Editora: Arqueiro
Páginas: 392
Sinopse:
“Em 1002, Emma da Normandia, uma nobre de apenas 15 anos, atravessa o Mar Estreito para se casar. O homem destinado a ser seu marido é o poderoso rei da Inglaterra, Æthelred II, muito mais velho que ela e já pai de vários filhos. A primeira vez que ela o vê é à porta da catedral, no dia da cerimônia. Assim, de uma hora para outra, Emma se torna parte de uma corte traiçoeira, presa a um marido temperamental e bruto, que não confia nela. Além disso, está cercada de enteados que se ressentem de sua presença e é obrigada a lidar com uma rival muito envolvente que cobiça tanto seu marido quanto sua coroa. Determinada a vencer seus adversários, Emma forja alianças com pessoas influentes na corte e conquista a afeição do povo inglês. Mas o despertar de seu amor por um homem que não é seu marido e a iminente ameaça de uma invasão viking colocam em perigo sua posição como rainha e sua própria vida. Baseado em acontecimentos reais registrados na Crônica Anglo-saxã, A rainha normanda conduz o leitor por um período histórico fascinante e esquecido, no qual fantasmas vigiam os salões do poder, a mão de Deus está presente em cada ação e a morte é uma ameaça sempre à espreita.
Governando na época compreendida entre o rei Artur e a rainha Elisabeth I, a rainha Emma é uma heroína inesquecível cuja luta para encontrar seu lugar no mundo continua fascinante até hoje.”
“Em 1002, Emma da Normandia, uma nobre de apenas 15 anos, atravessa o Mar Estreito para se casar. O homem destinado a ser seu marido é o poderoso rei da Inglaterra, Æthelred II, muito mais velho que ela e já pai de vários filhos. A primeira vez que ela o vê é à porta da catedral, no dia da cerimônia. Assim, de uma hora para outra, Emma se torna parte de uma corte traiçoeira, presa a um marido temperamental e bruto, que não confia nela. Além disso, está cercada de enteados que se ressentem de sua presença e é obrigada a lidar com uma rival muito envolvente que cobiça tanto seu marido quanto sua coroa. Determinada a vencer seus adversários, Emma forja alianças com pessoas influentes na corte e conquista a afeição do povo inglês. Mas o despertar de seu amor por um homem que não é seu marido e a iminente ameaça de uma invasão viking colocam em perigo sua posição como rainha e sua própria vida. Baseado em acontecimentos reais registrados na Crônica Anglo-saxã, A rainha normanda conduz o leitor por um período histórico fascinante e esquecido, no qual fantasmas vigiam os salões do poder, a mão de Deus está presente em cada ação e a morte é uma ameaça sempre à espreita.
Governando na época compreendida entre o rei Artur e a rainha Elisabeth I, a rainha Emma é uma heroína inesquecível cuja luta para encontrar seu lugar no mundo continua fascinante até hoje.”
Resenha:
Mais uma super publicação
da editora Arqueiro! “A Rainha Normanda” é o primeiro livro de uma trilogia que
pretende contar a história de uma personagem real: Emma da Normandia, uma
garota doce a quem foi imposto um fardo além de qualquer imaginação, um
casamento que a tornaria a rainha de toda a Inglaterra.
No começo do livro
vemos como Emma é uma garota bonita, cativante e, acima de tudo, como ama a
liberdade e a sua família. No entanto, em virtude do falecimento da esposa do Rei, este decide se casar às pressas e, seguindo as dicas do seu conselho real, escolhe ninguém menos que uma das Filhas de uma importante casa da Normandia,
na tentativa de unificar os reinos e evitar as guerras entre aqueles povos e o
seu.
No entanto, como a
irmã mais velha de Emma estava sempre acometida de uma doença inexplicável, o
irmão e a mãe mandam ela mesmo, uma adolescente de 15 anos, para se casar, em
nome da Normandia, com um Rei viúvo muito mais velho que ela.
Chegando à corte,
Emma descobre que nem tudo é o que parece e que as aparências finas e elegantes
podem esconder muitas armadilhas cruéis.
Alvo de inimigos
como Elgiva, uma das concorrentes preteridas para o casamento, que se aproxima
para tentar roubar o rei de volta, mas qu também é manipulada para propósitos maiores; Emma também é alvo de intrigas e jogos pelo poder e vítima
de um marido violento e que beira a insanidade em alguns momentos, Emma se
torna uma prisioneira cativa em seu trono de ouro, cercada por muros e chacais.
Com o tempo a
jovem aprende a se virar e não lhe falta inteligência, mas o seu pior inimigo
não é nenhum dos aqui mencionados. Seu maior inimigo é seu coração, que resolve
se apaixonar por um dos filhos do seu marido.
No meio disso tudo e na frágil condição em que ela se encontra, podendo inclusive ser acusada de traição, pois o rei é dado a loucuras e paranoias, ela precisa desesperadamente engravidar para ficar a salvo, mas nem tudo acontece como ela espera e a gente se pega também torcendo a cada página com ela para que esse bebê venha.
É um livro de muitos altos e baixos, a
personagem principal sofre bastante, e todo esse sofrimento é transmitido muito claramente, no entanto constrói a sua força aos poucos, na dor, para
se tornar a Rainha que todos esperam que ela se torne.
Impressões:
“A rainha normanda”
é um livro extremamente bonito e detalhadamente bem construído. Historicamente
é bem baseado nas crônicas Saxãs e no livro que a própria Emma mandou escrever sobre
a sua vida.
A Autora conseguiu
construir de forma muito real a história que jogou sobre os fatos e tudo ficou muito nítido e realista. Os cenários e detalhes são bem narrados e a Emma é uma
personagem com a qual o leitor se apega com muita facilidade e por quem a gente
torce a cada página.
Embora seja um
livro sobre a Emma nós temos nele vários pontos de vista de outros personagem, temos romance, ação,
aventura, toques de elementos do sobrenatural, então toda essa energia da época
fica muito forte no livro e ele consegue te transportar e te passar a emoção
necessária pra que você realmente goste da história que está lendo.
A qualidade física
do livro é excelente mesmo. A capa é belíssima e a impressão em folhas creme e
a diagramação mostram que o livro teve um cuidado excessivo nos seus detalhes.
O que eu posso
dizer sobre pontos negativos? Não encontrei nada que eu possa dizer que não
gostei, essa história me encantou do começo ao fim, é um dos meus tipos de
histórias preferidos: medieval (estilo “Brumas de Avalon” e “Crônicas de gelo
e Fogo”, por exemplo), então não há nada que eu possa apontar como erro ou falha.
Se tem algo que eu
não gostei foi a tensão, eu tinha finalmente parado de roer as unhas e acabei
me pegando de novo nesse vício. A rainha é só uma menina e ela é tão frágil e
não sabe bem o que se passa ao seu redor, isso é o que a gente pensa, e de repente ela te pega assim dando
umas sacadas que mostram que ela não é tão bobinha quanto aparenta, ela é
sequestrada, apanha, bate, chora, sofre e continua de pé na pose de rainha, então
assim, eu gostei muito, mas achei que cheguei ao fim do livro conhecendo apenas um
lado da Emma e que só daqui pra frente é que eu vou descobrir quem é ela de
verdade.
Um ponto muito
importante é a realidade da história, a autora não poupa o leitor, as cenas
contêm palavrões, violência física e sexual (mais intenso que 50 tons) e muita
tensão.
Tem muitas coisas
a serem faladas, muitos personagens bem construídos e complexos, mas não vou
adentrar nessa parte pra não tornar a resenha muito grande e não soltar nenhum
spoiler do livro.
O que eu posso
dizer é que eu adorei essa leitura, marquei com 5 estrelas e recomendo demais
pra todos que, como eu, curtem o estilo e espero ter a honra e o prazer de resenhar o próximo. Como a Arqueiro mudou o título no Brasil, não me arrisco a chutar o nome dele, mas no original é "The price of Blood". Forte hein? Já estou curioso. Então consigam logo esse, pois vale a pena!



