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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Resenha: Perdido em Marte - de Andy Weir

Perdido em Marte
Andy Weir
Editora Arqueiro


Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho.
Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate.
Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência.
Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.
Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.
Resenha
"Estou ferrado.Essa é a minha opinião abalizada.Ferrado.Seis dias após o início daqueles que deveriam ser os dois meses mais importantes da minha vida, tudo se tornou um pesadelo."
Quando a nossa parceira Arqueiro disponibilizou esse livro para a resenha, a primeira coisa que me chamou atenção foi o nome e é claro a capa linda de morrer. Então fui ler a sinopse e depois que acabei pensei: wow, Náufrago com um quê de Apollo 13, eu preciso desse livro! Após começar a ler o livro eu troquei os meus parâmetros de comparação para Náufrago com MacGyver!
Em Perdido em Marte o astronauta Mark Watney, um botânico e engenheiro, fica preso em Marte após um acidente bizarro durante uma tempestade de areia. Todo o restante da tripulação de sua missão consegue sair do planeta em segurança e seguir em direção à Terra. Para a infelicidade de Mark, todo mundo, literalmente o planeta Terra inteiro, pensa que ele morreu após esse acidente.

Foi uma sequência ridícula de acontecimentos que quase me fez morrer, e uma sequência ainda mais ridícula que me fez sobreviver.

A situação de Mark é realmente desesperadora, a próxima missão tripulada à Marte demorará anos, ele não tem como se comunicar com a Terra para avisar que está vivo, não tem uma oficina disponível com peças sobressalentes em caso de defeito da aparelhagem que o mantém vivo, e o mais importante, a comida dele não irá durar tanto tempo. Ele precisa pensar em uma forma de sobreviver anos em Marte, e é aí que entrar a parte McGyver da estória! O cara é o mestre do improviso, acho inclusive que ele poderia ensinar um truque ou dois ao McGyver! Tudo que ele tem são opções limitadas de recursos e de entretenimento.

Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes nem com a Terra. Todos acham que estou morto. Estou em um Hab projetado para durar 31 dias.
Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede. Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo de fome.
Então, é isso mesmo. Estou ferrado.

É realmente impressionante a quantidade de gabiarras que ele vai fazendo ao longo do livro. A cada vez que Marte tenta matá-lo (planetinho desagradável), ele vai e dá um jeito de sobreviver (chupa essa Marte!). E a melhor parte é o humor dele até nos momentos mais críticos, ele perde a vida mas não perde a piada. Mark percebe rapidamente que duas coisas são vitais para sua sobrevivência: conseguir aumentar a quantidade de alimento e conseguir se comunicar com a Terra. Para sua sorte, ele é um botânico e engenheiro, então ele precisa colocar todos os seus conhecimentos aplicáveis na Terra em prática em Marte, com algumas adaptações é claro, em uma verdadeira corrida contra o tempo.

Também tenho fita adesiva. Das comuns, igual à que você compra em uma loja de ferragens. Nem mesmo a Nasa consegue aprimorar as fitas adesivas.

Ahh.. as maravilhas da silver tape. A maior invenção de todos os tempos… e é claro que ela é vital em qualquer situação de risco extremo.

Sim, é claro que fita adesiva funciona em um ambiente de quase vácuo. Funciona em qualquer lugar. Fita adesiva é algo mágico e deve ser reverenciada.

Quando comecei a ler o livro eu pensei que ele seria um 4 estrelas, mas ele foi crescendo a cada página e depois de pouco tempo se transformou em um 5 estrelas e acabou na minha lista de favoritos. O livro é recheado de dados científicos e por isso no início pode parecer que ele será cansativo. Mas acaba que depois de um tempo você já foi absorvido pela siglas e linguagens e a leitura flui cada vez melhor. A narração do Mark é baseada no diário de bordo dele e nesses momentos a narração do livro é em primeira pessoa. Como já disse, o Mark adora fazer piadas, então a narrativa tem muito humor. A coisa boa sobre a parte científica do livro é que ela é real, não é invenção do livro, ao menos é o que dizem os especialistas… 
Depois de poucas páginas a estória do livro te prende e você começa a querer a lê-lo sem parar (ou como a Dani disse, se perder em Marte), conforme você vai se aproximando do fim, você basicamente vira um anti-social que ameaça qualquer um que te atrapalhe a ler.
A cada página virada eu conseguia visualizar um filme, tamanha precisão da narrativa. E a cada vez mais eu desejava por um. Então imaginem a minha felicidade ao terminar de ler e ir na orelha (sim, eu só leio a orelha quando termino o livro, trauma de spoiler) e descobrir que sim, irá virar um filme. Um filme do Ridley Scott para ser mais precisa! Vou dormir muito feliz essa noite!
Agora vamos falar um pouco da capa desse livro, porque é inevitável. A capa é maravilhosa!!! Para quem ainda não viu e tocou, a capa feita daquele material que parece meio aveludado, linda de morrer (agora estou sendo repetitiva, mas não consigo evitar!). Obrigada Arqueiro por essa capa! Por sinal também quero agradecer a Arqueiro pelo botton e marcador lindos!
Acho que nem preciso dizer que recomendo o livro, não é mesmo? E que venha o filme (o mais rápido possível PELOAMORDEDEUS)!

Acho que vou acabar pensando em algo. Ou vou morrer.
Muito mais importante é que não consigo admitir a substituição de Chrissy por Cindy. Um é pouco, dois é bom, três é demais talvez nunca mais seja o mesmo depois desse fiasco. Só o tempo dirá.

Classificação


Sobre o autor

Andy Weir foi contratado como programador de um laboratório aos 15 anos e desde então trabalha como engenheiro de softwares. Sempre foi um nerd em relação ao espaço e amante de assuntos como física relativista, mecânica orbital e a história de voos espaciais tripulados. Perdido em Marte é o seu primeiro livro.